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Originalmente publicada em uma mini-série de quatro edições, Eu, Wolverine é uma passagem importante na vida do personagem ao mostrar uma faceta pouco explorada do violento carcaju.

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A famosa frase: “Sou melhor no que faço, mas o que faço não é nada agradável”, ganha um contorno dramático, já que gera um certo desconforto, quase um sentimento de culpa sobre sua natureza. Logan procura direcionar toda sua violência nas missões que escolhe encarar, uma forma de amenizar esse fardo.

Para convencer Frank Miller a desenhar a série, já que ele não queria explorar justamente essa característica mais agressiva do mutante, Chris Claremont explicou a ele sobre essa camada mais humana que Wolverine carregava.

O fato de ter sido um agente secreto (antes de ser recrutado pelo Charles Xavier para os X-men) mostra que o baixinho canadense tinha um treinamento que o tornava alguém graduado, com uma passado a ser explorado (aqui você percebe que ele conhece muito da cultura japonesa).

A arte de Miller é um capítulo à parte, com uma narrativa cinematográfica e elementos da tradição oriental que ele viria explorar em outra obras consagradas pelo autor. Claremont, por sua vez, dispensa comentários, sua longevidade nas diversas sagas mutantes falam por si só e isso parece facilitar todo o processo.

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Plot da história

Para ajudar sua antiga namorada Mariko Yashida (prova de que o fator de cura não alivia dor de cotovelo)., Wolverine viaja até o Japão e enfrenta uma seita de ninjas assassinos , o Tentáculo. Porém, Logan entra em confronto com Shingen Yashida, pai de Mariko, que pretende dominar o submundo do crime. Aqui, Wolverine sofre uma derrota que fere mais seu orgulho do que seu corpo. Ele ainda contará com a ajuda de Yukio, que se revela uma ligação perigosa entre ele e o crime organizado. O enredo, aparentemente simples, mostra-se cada vez mais complexo a medida que a história avança. A história foi usada como base para o filme “Wolverine: Imortal”, que por sinal, aproveitou  muito pouco o potencial da série.

No Brasil, foi publicado em quatro edições no antigo formatinho pela Abril. Também foi publicado pela editora Panini e Salvat em formato americano em capa dura.

 

Autores

Chris Claremont (X-men / Excalibur / Punho de Ferro / Novos Mutantes)

Frank Miller (Batman – Ano Um / Batman – Cavaleiro das Trevas / Ronin / 300 de esparta / Sin City)

Carlos Alberto Pereira é Designer e ilustrador (padawan) – Fã de quadrinhos, cinema e música desde sempre. Ah, e continuo achando que o Stan Lee e o Jack Kyrbe são mutantes.

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